Solitude

Atitude passiva
Presença viva
Quietude criativa
Atenção e intenção
Viver na plenitude
Não na solidão
E sim na solitude
É escutar com o coração
Toda informação
E porque não a falta de barulho?
Descartar qualquer entulho
Como o orgulho
Mergulho no silêncio constante
É o mais importante
Porque não ficar só?
É de dar dó não é?
Caminhante a pé
Demora a chegar a qualquer lugar
E não se importa
Com a vista torta
Mas que sabe questionar
Alegria, nostalgia
Sabedoria plena
De saber contornar o sistema
Deste imenso cinema
Meditar não é uma técnica
Não tem uma fita métrica
Ou a prova de uma substância sintética
Solitute, quietude
Atitude presente
Plenitude é o que se sente
– Rodrigo Giovani Borchardt –
– Do livro Despertar na Poesia –

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O Vagabundo como ideal

A despreocupação é um atributo da sabedoria? Na busca de um ideal de bem viver, os chineses sempre tiveram consciência da preciosa noção de não apertar demais o nó da vida. Lin Yutang gostava de dizer o ser humano ideal é o vagabundo Universal, o mundo é repleto de preocupações que surgem sabe-se de onde, e nos contaminam impunemente, daí que o sábio verdadeiro sabe escarnar delas, tirando proveito dos problemas em função de arranjar uma solução. “Só aquele que encara despreocupadamente as coisas com que se preocupam os homens pode preocupar-se com as coisas que os homens encaram despreocupadamente”, disse Zhang Chao com grande chance de estar certo. A vida, para ser bem vivida, só poderia ser aproveitada se devidamente amada com esforço, preocupação e humor.
Disso decorre que o “vagabundo ideal”, como disse Lin Yutang em seu livro “A importância de viver”, não é em absoluto alguém totalmente improdutivo ou acomodado, ao contrário: ele sonda a vida, estuda-a, analisa-a em seus contornos e relaxa. O sábio atua no vazio, e deixa as coisas correrem por elas mesmas, só interferindo quando necessário. A final, disse Confúcio, nesta máxima inesquecível: “para que ensinar para quem não quer aprender”?
– Rodrigo Giovani Borchardt –
– Do livro Iniciação ao Propósito –

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Belo

Estamos criando um elo
Entre o belo
E um jardim com jasmim amarelo
Colhemos um cogumelo
E com um sorriso banguelo
Soltamos um arroto com sabor de caramelo
Nunca julgaremos com um martelo
Entramos no castelo
Mesmo de chinelo
Com humildade e alegria diante do belo
Damos um fim para sempre ao flagelo
– Rodrigo Giovani Borchardt –
– Do livro Olhar Visionário –

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Presunção

Estou sendo guiado a escrever
Estes sentimentos
Poesia Co-Criada
Tu, que estais a ler
Pode conhecer meu nome
Quando assino como autor
Porém, não sou eu que escrevo e penso
Mas sim o Inescrutável
Através do meu veículo
Não se pode alcançar a Verdade Absoluta
E cada qual, possui uma verdade
Pois nos foi colocada
A possibilidade infinita de pensar e refletir
Tal que quando se alcança uma conclusão ou solução
Logo surge outra pergunta
E assim seguimos adiante
Em sucessivos caminhos
Se cada desejo está em nossos corações
É porque podemos realiza-los
E nunca faltarão desejos a alcançar
Assim, pobremente posso definir
A aventura que nos angustiamos e deleitamos
Sendo que felicidade e a realização nunca terão fim
Com o contraste da dor que sentimos
A experimentar na matéria
Êxtases e muitas delícias
Sempre serão nossos potenciais
Logo, seria presunção julgar
O momento presente com certezas
Pois estas são gaiolas que nos mantém presos
Em nossas presunções
– Rodrigo Giovani Borchardt –
– Do livro Nos Mundos Livres –

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Carência

Todos sentem carência, em níveis diferentes. Minha carência é tão linda, tão meiga, tão doce, amo minha carência. Solidão e abstinência. O que nos falta, nos coloca no caminho de evolução. Nossos Egos não aguardam a gratificação, querem porque querem. Tem que ser agora, do meu jeito. Somos tão desajeitados, humanos, mas somos criaturas tão belas em nossos defeitos e sublimes qualidades. A certa altura, minha linda carência está mais para uma gota que sente saudade do Oceano. Pois todos meus amigos, amores, familiares e desconhecidos, estão imersos neste Oceano Primordial…
– Rodrigo Giovani Borchardt –
– Do livro Aqui e agora para sempre –

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Eterno e fraterno

Eterno e fraterno abraço
Um laço de amor
Numa energia formosa
O poeta e ator
É um palhaço
Numa dança maravilhosa
Shiva sente
A misteriosa semente
Que baila no solo
No colo de Deus
A meus amigos e amigas
Um beijo das formigas
Nas brisas de todas as dimensões
Dentro de todos os corações
Ao todo, poder Infinito
No rodopio destas palavras
Que não são mais escravas
De tudo que acredito
– Rodrigo Giovani Borchardt –
– Do livro Insights Poéticos de Amor ao Todo –

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